Nova tecnologia em prótese de mama

 

O ramo de cirurgia plástica evoluiu muito desde o seu início, em meados da 1920, e, nas últimas décadas, houve um avanço enorme, proveniente das evoluções médicas, da tecnologia, da inovação e da popularização das cirurgias plásticas com finalidades estéticas.

 

Por causa desses fatores, foi possível criar novos materiais, ferramentas e técnicas que tornam os procedimentos mais rápidos, assertivos e com resultados mais efetivos e naturais, além de ter incisões e cicatrizes menores e discretas.

 

Próteses de mamas

 

Alguns estudos recentes levantaram a possibilidade do surgimento da sexta geração de implantes mamários, com aplicação de nanotecnologia, que consegue minimizar a incidência da contratura capsular.

 

A contratura capsular é o nome dado ao que ocorre quando a membrana, produzida pelo próprio corpo, que reveste o implante de silicone torna-se endurecida, contraída e espessa.

 

Ela acontece porque o organismo cria uma película em torno do implante a fim de isolá-lo do restante do corpo, já que não tem como expelir a prótese.

 

Por meio da nanotecnologia, pode-se controlar o nível atômico, com o propósito de colocar cada átomo e cada molécula no lugar desejado. Esse avanço tem potencial de impactar também o desenvolvimento e a fabricação das próteses de silicone.

Sobre esse assunto, há um estudo publicado pela revista Eplasty Journal of Plastic Surgery, pelo grupo da Universidade de Manchester na Inglaterra, que sugere a aplicação da nanotecnologia nas próteses mamárias, que está sendo chamada de “sexta geração das próteses de silicone”.

 

A sexta geração  

 

Trata-se de um novo tipo de revestimento da prótese, fabricado por meio de nanotecnologia, com diferentes profundidades e distância entre os poros.  Por meio dele, é possível evitar o completo alinhamento do colágeno, sendo reduzida a tensão sob a cápsula fibrosa.

 

Consiste em um implante mamário redondo que é, ao mesmo tempo, leve, macio e maleável, mantendo-se altamente coesivo e firme, sem ser duro. Essas características somadas fazem com que mesmo que a prótese seja manuseada com mais intensidade, retorne à sua forma originar sem se quebrar ou deformar.